Irã volta a fechar o Estreito de Ormuz e eleva tensão contra os EUA

O Irã voltou a impor controle rígido sobre o Estreito de Ormuz neste sábado (18), elevando a tensão no Oriente Médio mesmo com a retomada parcial da circulação de navios na região.

A decisão ocorre após os Estados Unidos manterem o bloqueio naval aos portos iranianos. Segundo autoridades militares de Teerã, a passagem voltou a ser administrada sob “controle rigoroso” das Forças Armadas e pode ser novamente fechada caso a pressão americana continue.

Apesar do endurecimento, um comboio de ao menos oito embarcações — incluindo petroleiros e navios de gás — cruzava o estreito neste sábado, na primeira movimentação significativa desde o início do conflito, há cerca de sete semanas.

Pressão dos EUA e risco de novo fechamento

O governo iraniano afirma que havia permitido a passagem limitada de navios durante a trégua recente, mas acusa os EUA de violações e classifica o bloqueio como “pirataria”. Diante disso, voltou a restringir o tráfego na rota, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.

Autoridades iranianas já indicaram que o estreito pode ser totalmente fechado caso o bloqueio americano seja mantido.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o bloqueio continuará e condicionou qualquer mudança ao avanço das negociações com o Irã. Ele também afirmou que o cessar-fogo atual pode acabar na próxima quarta-feira (22), se não houver acordo.

Negociações seguem incertas

As conversas entre os dois países, mediadas pelo Paquistão, ainda não têm confirmação de avanço imediato. Reuniões previstas em Islamabad enfrentam incertezas logísticas.

O programa nuclear iraniano segue como principal impasse. Enquanto Washington defende restrições mais duras, Teerã insiste que suas atividades têm fins civis.

Impacto global

A instabilidade no Estreito de Ormuz continua afetando o mercado internacional. A interrupção da rota fez o preço do petróleo disparar nas últimas semanas, com recuo recente diante da possibilidade de retomada parcial do tráfego.

Mesmo com navios voltando a cruzar a região, o cenário segue indefinido, com risco de novo bloqueio total e escalada do conflito.