mercado automobilístico brasileiro deverá encerrar 2026 com aproximadamente 3,1 milhões de veículos novos vendidos, o maior volume em 12 anos. A projeção da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) aponta crescimento de 15,2% em relação a 2025, impulsionado principalmente pela expansão das vendas de automóveis e comerciais leves, apesar dos juros elevados e das dificuldades de financiamento.
Segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, publicada no domingo (11), a entidade revisou para cima suas expectativas após os resultados positivos registrados nos primeiros nove meses do ano. A nova estimativa é de 3,099 milhões de veículos emplacados até dezembro, acima dos 3,014 milhões previstos anteriormente. Se confirmada, a marca será a mais elevada desde 2014.
A recuperação das vendas ocorre em um cenário de maior concorrência entre fabricantes, ampliação da oferta de modelos e programas de incentivo à aquisição de veículos novos. O desempenho comercial, porém, contrasta com o ritmo da produção das montadoras instaladas no Brasil, que não acompanha a expansão da demanda na mesma intensidade.
Em setembro, as vendas cresceram aproximadamente 2,3% em relação a agosto, enquanto a fabricação de veículos registrou queda de 1,1% no mesmo período. A diferença entre os indicadores evidencia o descompasso entre a comercialização de automóveis e a atividade industrial.
Automóveis e comerciais leves impulsionam crescimento do mercado
O principal motor da expansão do setor em 2026 é o segmento de automóveis e comerciais leves, que inclui veículos de passeio, picapes e furgões.
A Anfavea elevou sua projeção de vendas dessa categoria de 2,885 milhões para 2,970 milhões de unidades. O novo número representa crescimento estimado de 16,4% sobre o resultado de 2025.
O desempenho reflete o aquecimento da demanda por veículos novos, mesmo diante das condições ainda restritivas de crédito e do custo elevado dos financiamentos.
Entre os fatores que contribuem para a expansão estão a competição mais intensa entre as marcas, as ofertas comerciais das montadoras e iniciativas voltadas à redução do preço de determinados modelos.
Os programas federais Carro Sustentável e Move Brasil também aparecem entre os estímulos ao mercado, com medidas destinadas a incentivar a comercialização e facilitar o acesso ao financiamento em segmentos específicos.
O Carro Sustentável, por exemplo, prevê benefícios tributários para automóveis que atendam a critérios de eficiência energética e sustentabilidade, contribuindo para reduzir os preços de modelos contemplados.







