Debate da TV Cabo Branco: veja o que os candidatos disseram no 2º bloco

A Rede Paraíba de Comunicação (TVs Cabo Branco e Paraíba) promoveu, nesta terça-feira (29), o último debate entre os principais candidatos que disputam o Governo da Paraíba. Participaram do debate Cícero Lucena (MDB), Efraim Filho (PL) e Lucas Ribeiro (PP).

No segundo bloco, com temas sorteados, os postulantes abordaram assuntos como concurso público, segurança, obras de infraestrutura e interiorização do desenvolvimento.

Confira abaixo os principais trechos do que foi dito neste segundo bloco:

Confronto entre Efraim Filho e Cícero Lucena:

Efraim: “Candidato Cícero Lucena. Nós tivemos aqui na Paraíba um episódio muito triste. Mulheres, professoras, que foram aprovadas em concurso e não foram chamadas, dando lugar, por exemplo, a um cabide eleitoral e a contratação de diversos assessores para fazer política nessa eleição. Eu, quando for governador, vou ter calendário com prazo publicado para convocar concursados na Paraíba. Qual o seu projeto para os concursados?”

Cícero: “A questão de concurso é um programa dentro da política de recurso humanos de qualquer gestor. Isso faz com que você possa escolher pessoas que têm a capacidade de oferecer o serviço público, no caso, de melhor qualidade. E é isso que falta nessa gestão. Essa gestão está chamando agora os concursados, que foi prometido ser chamado em janeiro e não foram, por exemplo, os professores e agora foi prometido para novembro, depois da eleição. Eu sei que o Estado já extrapolou a Lei de Responsabilidade Fiscal para os concursados, mas não para os apadrinhados, né? Daí essa relação de marajás ganhando R$ 14.900, gente ganhando até R$ 20.000 e professores que estudaram para o concurso (…) zero de atenção e de respeito por parte desse governo.”

Efraim: “Nós vamos convocar, por exemplo, os concursados da PB Saúde, que até hoje estão esperando. A saúde tá cheio de gente contratada para fazer política e tá faltando gente para prestar serviço (…) Vamos fazer concurso para polícia (…) convocando, até 2030, último ano do meu mandato de governo, 5.600 policiais. Tem mais policial cuidando da escolta e da segurança privada, por exemplo, do ex-governador João Azevêdo e do governador Lucas Ribeiro, do que em várias cidades da Paraíba para cuidar das famílias.”

Cícero: “Quem fez concurso (…) e chamou todo mundo demonstra a sua prática, a valorização dos servidores, porque nós temos a compreensão que eles são fundamentais para que nós possamos prestar um serviço público de qualidade, até porque em canto nenhum do mundo tá escrito que o serviço público tem que ser ruim. Para mim, pelo contrário, ele tem que ser o melhor, porque muita gente que precisa dele não tem outra alternativa a buscar. (…) Assumi a Prefeitura de João Pessoa com o pior salário dos professores entre as capitais do Nordeste. Hoje, é o melhor salário de entrada de concursados entre as capitais do Brasil. E na aposentadoria, aqueles que fazem mestrado e doutorado, (…) é o melhor salário de professores entre as capitais (…) É o dobro da aposentadoria do Governo do Estado (…) Nós vamos fazer concurso para 5.000 (policiais) de imediato, se Deus nos permitir a felicidade de poder cuidar desse Estado e fazer com que ele possa ter esperança em um futuro melhor.”

Confronto entre Cícero Lucena e Lucas Ribeiro:

Cícero: “Nós temos uma ótima oportunidade de conversar sobre o governador, sobre gestão. Ele, de forma esperta, treinado pelo marqueteiro, deixa algumas pegadinhas quando a gente não pode responder. Mas o senhor fala das suas qualidades de obra. O que é que o senhor tem a dizer a Ponte do Futuro, que ocorreu, está embargada a obra? O que é que o senhor tem a dizer, por exemplo, da alça de Campina Grande, que o senhor faz tanta propaganda e que já recapearam três vezes, que o senhor pode até pedir música no Fantástico?”

Lucas: “Primeiro, eu quero desafiar vocês dois a encontrarem um concurso público que o nosso governo realizou e que nós não chamamos os aprovados dentro do número de vagas (…) Foram mais de 11 mil concursados durante o nosso governo (…) E falando em obra pública, candidato, primeiro eu lamento a postura dos senhores quando souberam do acidente que aconteceu na obra da ponte. Vocês vibraram. O candidato Efraim foi para lá com uma equipe cinematográfica fazer um vídeo torcendo para que fosse algo, não foi nem se solidarizar com familiares da pessoa da obra que faleceu (…) Infelizmente, essa tem sido a postura de vocês (…) Dizer a você, candidato, que a Paraíba tirou do papel obras históricas como o Arco Metropolitano de Campina Grande, o de João Pessoa, a Ponte do Futuro, que você é contra (…) São ações como essas que fortalecem e que fazem a Paraíba avançar (…) Esse é o nosso compromisso, candidato, e não ficar aqui de lero lero com vocês.”

Cícero: “O candidato tava demorando a mentir. Primeiro, nós estávamos num debate e nos solidarizamos. Agora, eu quero saber, e o Ministério Público deve apurar, porque é que o senhor não permitiu que entrasse o Samu para socorrer, o Samu de João Pessoa. O que é que tinha a esconder naquela obra? Mas o senhor não me respondeu (…) Eu fui prefeito de João Pessoa seis anos praticamente e o senhor nunca participou de uma reunião de trabalho. Você que assistiu as plenárias do passado, ele nem falar falava nas plenárias e agora quer pegar carona em governo.”

Lucas: “Carona em governo era o que você queria pegar, candidato, que queria ser o candidato desse governo, mas foi refutado daqui (…) Quero reconhecer aqui o trabalho do Corpo de Bombeiros, que com mais de 80 homens e mulheres estavam lá para resgatar Seu Manoel, que faleceu, infelizmente, naquele acidente na obra da ponte. Todas as equipes de governo estavam lá resguardando a vida dos demais e buscando fazer esse salvamento (…) Vamos falar de obra, do que a gente tem executado. Quero dizer a você, cidadão, que num passado nem tão distante mensalmente a Paraíba pagava cerca de R$ 5 a R$ 10 milhões em medição de obras (…) Esse mês, agora de setembro, nós pagamos R$ 240 milhões de obras espalhadas por toda a Paraíba. (…) Tudo isso para fazer o nosso estado avançar (…) Esse é o meu compromisso, apontar sempre para o futuro.”

Confronto entre Lucas Ribeiro e Efraim Filho:

Lucas: “Candidato, desenvolver o semiárido exige planejamento e capacidade de execução. O nosso governo tem obras em andamento nos distritos industriais de Sousa, Cajazeiras e Catolé do Rocha e está construindo o complexo científico do Sertão, que vai trazer impactos positivos para a educação e o turismo. Como o senhor pretende tirar do papel projetos desse porte para o semiárido?”

Efraim: “O governador sempre fala do que ele vai fazer. Vocês já perceberam que essa Paraíba nunca sai do canto porque é sempre projeto, sempre proposta, mas entrega real não acontece. Ele fala de desenvolver o semiárido. Por que que a empresa que veio explorar lítio no Curimataú não vai se instalar lá em Picuí? (…) Você está se perguntando porque o governador não quis fazer, tá certo? Não quis levar o gás natural para lá e faz com que a empresa saia do Curimataú (…) para vir aqui para Santa Rita, aonde já tem várias empresas, ou seja, em vez de desenvolver aonde precisa, ele tem falado de propostas de papel, mas o que é para ser entregue, ele tem deixado de lado o interior do Estado.”

Lucas: “Candidato, a presença do nosso governo está em todo o Estado. A prova disso é que 70% do nosso PIB está fora da Grande João Pessoa (…) porque nós temos espalhado o desenvolvimento. Não cabe a nós, candidato, tomar a decisão por uma empresa de onde ela vai instalar. Cabe ao nosso governo mostrar os potenciais, atrair apontar, criar ambientes que favoreçam esse desenvolvimento (…) Quando a gente cria (…) um ambiente que nos possibilita criar distritos industriais, é o que a gente tá fazendo, com empresas já prontas para se instalar. Quando a gente vai fortalecer o distrito industrial de Sousa, de Catolé do Rocha, de Cajazeiras, a gente possibilita a mesma coisa. Quando a gente leva água para Picuí (…) a gente possibilita empresas se instalarem na região (…) Nós estamos fazendo, sabemos dos desafios e vamos fazer muito mais.”

Efraim: “Lucas Ribeiro, você tem tirado o sonho de muitos jovens da nossa Paraíba (…) O jovem paraibano do interior, hoje, ele tem o desalento de saber que para crescer na vida, para crescer na sua profissão muitas vezes ele vai ter que deixar a sua terra (…) Vocês veem, por exemplo, as mentiras que ele falou a respeito da Ponte do Futuro (…) O que eu fui fazer lá foi, no papel de senador da República, aliás, escolhido o melhor senador do Brasil, para cobrar auditoria, apuração, investigação. Porque há denúncias de que a pressa eleitoral imposta pelo governo fez com que essa empresa tomasse medidas que não seguiram a segurança do trabalhador, por isso que o Ministério Público embargou e nós nos solidarizamos sim com a família (…) O seu secretário de infraestrutura, tem a entrevista dele. Foi dizer que ainda bem que não teve dano a obra, foi apenas um mero acidente (…) A fala do secretário se preocupou mais com a obra do que com um acidente que deu fatalidade (…) Então, pode ter certeza que no meu governo nós vamos respeitar as regras de segurança do trabalho. Vamos olhar para o interior para levar obras (…) para levar qualificação para esse jovem, para que lá no interior ele consiga construir sua vida (…) É essa Paraíba que eu quero para mim e que eu sei que você quer para você.”