Há oito anos, as pesquisas subestimaram Daniela Ribeiro (Progressistas), que pontuava nas últimas posições e surpreendeu ao ser eleita, desbancando o então favorito e aliado de chapa, Cássio Cunha Lima. Aquele cenário provou que, na disputa pelas duas vagas do Senado, o eleitor paraibano tende a individualizar o voto, ignorando acordos partidários rígidos e praticando o voto cruzado.
Em 2026, essa dinâmica ganha contornos ainda mais dramáticos no tabuleiro político do estado. As campanhas individualizadas dos candidatos ao Senado fragilizam os projetos coletivos das coligações, pois cada postulante foca em sua própria sobrevivência nas urnas. O grande perigo atual reside na fidelidade volátil das bases governistas e municipais.
Analistas apontam que o eleitorado ligado a Cícero Lucena e Veneziano Vital do Rêgo pode, paradoxalmente, alimentar os planos de seus adversários diretos. Se a militância e os prefeitos aliados decidirem cruzar os votos por conveniências regionais, nomes fortes como Nabor Wanderley e do ex-governador João Azevêdo podem ser amplamente favorecidos, desenhando uma nova reviravolta no cenário político paraibano.







