O Brasil está enfrentando surtos de diferentes doenças em algumas regiões: dengue, chikungunya, febre oropouche – todas transmitidas por mosquitos – e surtos de influenza avançam e preocupam as autoridades nacionais. Nas regiões Norte e Nordeste, os casos de gripe enfrentam um pico antecipado (que era esperado para o início do inverno) e nas regiões Sul e Sudeste, são as arboviroses e doenças gastrointestinais que preocupam.
Dengue e influenza pressionam hospitais
Em Minas Gerais, o cenário da dengue é alarmante. De acordo com o último boletim epidemiológico, o estado já registra mais de 39 mil casos prováveis, com óbitos confirmados e dezenas em investigação. A concentração de casos em áreas urbanas tem levado municípios a intensificarem os mutirões de limpeza.
Rio de Janeiro e São Paulo registram uma alta na Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), impulsionada pela circulação da Influenza A. Em São Paulo, a atenção também se volta para a vigilância da Mpox e o monitoramento de casos isolados de sarampo em crianças não vacinadas.
Em Mato Grosso do Sul, o ministério da saúde está atuando em uma força-tarefa para combater o avanço da chikungunya. Pelo menos 5 pessoas morreram nos últimos dias, em reservas indígenas devido ao avanço da doença, que também é transmitida pelo mosquito da dengue.
Sul: Oropouche e surto de diarreia em Santa Catarina
O estado de Santa Catarina vive um abril atípico. Além do aumento sazonal da dengue, a Febre Oropouche ganhou destaque, especialmente na região de Ilhota. A infestação do mosquito maruim (Culicoides paraensis) tem causado preocupação em bairros rurais e áreas de plantação de banana.
Somado a isso, o estado enfrenta um surto massivo de Doenças Diarreicas Agudas (DDA). Mais de 375 mil notificações foram feitas apenas em 2026, atingindo quase a totalidade dos municípios catarinenses. A orientação é o consumo de água tratada e higiene rigorosa dos alimentos.
Norte e Nordeste: antecipação da Influenza
Diferente dos anos anteriores, o vírus da Influenza A atingiu o pico de transmissão mais cedo nestas regiões. No Amapá, Pará e Rondônia, o aumento de internações por problemas respiratórios colocou as unidades de saúde em regime de prontidão.
No Nordeste, quase todos os estados apresentam tendência de alta, com exceção do Piauí, que mantém índices estáveis. A principal preocupação das autoridades é que a campanha de vacinação em massa para a região Norte está prevista apenas para o segundo semestre, exigindo cuidados preventivos redobrados da população agora.
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