O médico pediatra Fernando Paredes Cunha Lima recebeu, nessa segunda-feira (30), uma nova condenação em mais dois processos por estupro de vulnerável, na Paraíba. Os casos aconteceram durante atendimentos no consultório do pediatra.
A Justiça da Paraíba declarou o médico culpado por dois atos contra a mesma vítima, que aconteceram entre março e abril de 2021, e o sentenciou a 20 anos de prisão.
Fernando já havia sido condenado a mais de 22 anos pelo mesmo crime contra duas outras crianças, que também teriam sido atendidas no consultório.
Segundo o advogado da acusação, uma segunda ação penal precisou ser movida devido ao número de vítimas que sentiram segurança para denunciar após a primeira condenação.
A seguir, veja a cronologia completa do caso
Agosto de 2024
As acusações contra o pediatra vieram à tona no dia 6 de agosto, após a denúncia de um flagrante de abuso sexual durante uma consulta, feita pela mãe de uma criança de nove anos. A Polícia Civil havia instaurado um inquérito desde o dia 25 de julho.
No dia 9 de agosto, Fernando prestou seu primeiro depoimento sobre o caso, na Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Infância e Juventude de João Pessoa. Em seguida, a Polícia Civil indiciou Fernando pelo crime de estupro de vulnerável e encaminhou o caso para a Justiça.
Com a repercussão, o Conselho Regional de Medicina (CRM-PB) afastou o médico por 180 dias.
No dia 22 de agosto, o Ministério Público protocolou a denúncia contra o pediatra e pediu a condenação do médico pelo crime de estupro de vulnerável.
Setembro de 2024
Um novo inquérito foi aberto após a denúncia por parte da família de um menino de 3 anos de idade – até então, o número de denúncias contra o médico chegava a 10.
Fernando prestou um novo depoimento e se manifestou pela primeira vez à imprensa, negando as acusações e dizendo que as famílias das vítimas estão denunciando para tentar ganhar dinheiro às suas custas.
Novembro de 2024
Após negar cinco pedidos, a Justiça da Paraíba decretou a prisão preventiva de Fernando Cunha Lima, acatando um pedido do Ministério Público.
Dezembro de 2024
O Ministério Público da Paraíba fez uma nova denúncia contra Fernando, pedindo novamente pela prisão preventiva do médico, além da condenação e da reparação de danos materiais e morais no valor de 400 salários mínimos.
Março de 2025
Sete meses após as primeiras denúncias virem à tona, Fernando foi preso no dia 7 de março, após ser localizado em um flat na praia do Janga, em Paulista (PE). Ele foi levado para o Centro de Observação Criminológica e Triagem (COTEL), em Abreu e Lima (PE).
Os policiais conseguiram rastrear o paradeiro do pediatra através de fotos que circulavam nas redes sociais, onde Fernando aparece com a pulseira de um resort tomando banho de piscina.
No dia 21, a Justiça negou um pedido de prisão domiciliar e determinou a transferência imediata de Fernando para uma unidade prisional em João Pessoa.
Abril de 2025
Pela segunda vez, a Justiça negou um pedido de prisão domiciliar.
Julho de 2025
A Justiça da Paraíba condenou o médico pediatra Fernando Paredes Cunha Lima a 22 anos, cinco meses e dois dias de reclusão pela prática do crime de estupro de vulnerável contra duas vítimas.
Dezembro de 2026
A Justiça concedeu a prisão domiciliar ao médico Fernando Cunha Lima, considerando fatores como a idade avançada do réu, o estado de saúde e o parecer emitido pelo estabelecimento prisional.
Confira a justificativa da decisão:








