Jacquin se emociona ao falar sobre a morte da mãe: “Virei outro homem”

Erick Jacquin em Pesadelo na Cozinha Carlos. Imagem: Reinis/Band
Erick Jacquin protagonizou um momento de rara intimidade durante o novo episódio de Pesadelo na Cozinha, no Bar do Pio, exibido pela Band nesta terça-feira (17). O chef mostrou fotos de sua própria família no celular para tentar mediar o conflito entre os proprietários, Eleni e o filho, Uelison, que vivem uma relação conturbada no ambiente de trabalho.

O clima pesado no estabelecimento é reflexo de um histórico familiar delicado. No passado, Eleni deixou Uelison no Nordeste quando ele ainda era criança para tentar a vida em São Paulo, fato que reflete na dificuldade de convivência e na falta de sintonia na gestão do negócio.

Jacquin se emociona ao falar sobre a mãe: “Depois que minha mãe foi embora, sou outro homem”

Ao perceber o distanciamento entre os dois, Jacquin decidiu abrir sua vida pessoal para oferecer uma perspectiva emocional. O chef ressaltou o valor da figura materna e se emocionou ao abrir o coração sobre como tem lidado com a partida da mãe, Simone Jacquin, que morreu aos 93 anos de idade, em dezembro de 2023.

Minha mãe era muito importante para mim, ela foi embora faz dois anos. Quando a gente não tem mais mãe, a gente virou homem, vira adulto.

O chef aproveitou o momento de reflexão para mandar um recado a Uelison: “Aproveita a sua mãe, porque a coisa mais importante de todas é a mãe”. Durante a conversa, o chef francês exibiu imagens de sua mãe ao lado de seus filhos e afirmou ter se tornado “outro homem” depois da morte da mãe.

Para Jacquin, a exposição de sua privacidade serviu como um último recurso para sensibilizar os participantes. “Eu mostrei muita intimidade da minha vida para vocês. Eu não sou acostumado a mostrar tudo isso, mas eu gostaria que você aprendesse que tua mãe é tudo para você”, disse o chef.

Erick Jacquin revela desejo inusitado da mãe: “Queria que eu fosse cabeleireiro”

Entre uma gravação e outra de Pesadelo na CozinhaErick Jacquin surpreendeu a equipe ao contar um detalhe curioso sobre sua vida pessoal: a mãe dele queria que ele fosse cabeleireiro.

“Minha mãe queria que eu fosse cabeleireiro”, relembrou o chef, nos bastidores do programa, em conversa com o Band.com.br. “Ela foi sempre uma mulher muito vaidosa, que cuidava de cabelo e maquiagem. Nunca saía de casa sem estar arrumada”, disse.

Jacquin ainda explicou que, na França, o processo para se tornar cabeleireiro é bem mais rigoroso do que muita gente imagina. “Lá, o exame é para dar uma formada de cabeleireiro. Precisa ser profissional por mais de cinco anos e passar por uma prova para poder abrir o próprio salão. É muito protegido, não é qualquer um que pode ser cabeleireiro”, contou.

De fato, a profissão é regulamentada no país: quem deseja atuar legalmente precisa ter o diploma CAP Coiffure (Certificat d’Aptitude Professionnelle) e comprovar experiência antes de abrir um salão ou atuar de forma independente.

Com seu humor, Jacquin comparou o ofício de cabeleireiro ao de cozinheiro. “É parecido: trabalha de pé, se corta, se alinha, pode criar… Tem cor, tem forma, é muito parecido”, brincou.

Mas, no melhor estilo Pesadelo na Cozinha, ele fez questão de deixar claro que há limites: “Uma coisa não pode complementar a outra! Cozinha com cabelo não pode, é inaceitável!”, disparou. “Seria um verdadeiro pesadelo na cozinha”, finalizou.