Grávidas podem ter coqueluche? Saiba sintomas e como se proteger

Imagem de Daniel Reche por Pixabay

A coqueluche, conhecida como “tosse comprida”, é uma doença respiratória altamente contagiosa causada pela bactéria Bordetella pertussis. Com o aumento de casos no Brasil, cresce a preocupação sobre grupos mais vulneráveis, como gestantes.

Sim, grávidas podem contrair a doença. Embora os sintomas sejam geralmente mais brandos em adultos e adolescentes com imunidade parcial, a infecção durante a gestação apresenta riscos. Além disso, a mãe pode transmitir a bactéria ao recém-nascido, que ainda não pode ser vacinado nos primeiros meses de vida.

Riscos da coqueluche na gestação

Segundo o Ministério da Saúde e o Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS), o maior risco está nos lactentes, especialmente nos menores de seis meses. A doença pode provocar:

  • Complicações graves: pneumonia, convulsões, lesão cerebral e, em casos extremos, óbito.

  • Transmissão: a mãe infectada é a principal fonte de contágio. Por isso, vacinar a gestante é a estratégia mais eficaz para proteger o bebê.

Sintomas em grávidas

Os sinais da coqueluche na gestante são semelhantes aos de adultos e podem ser leves, dificultando o diagnóstico. A doença evolui em três fases:

  1. Fase catarral (1 a 2 semanas): sintomas semelhantes a resfriado, como febre baixa, coriza e tosse leve.

  2. Fase paroxística (2 a 6 semanas): tosse intensa em crises súbitas, muitas vezes seguida de vômitos e exaustão.

  3. Fase de convalescença: diminuição gradual da tosse.

É fundamental procurar atendimento médico ao notar tosse persistente ou crises intensas. O diagnóstico precoce garante tratamento adequado.

Vacina dTpa: principal proteção

A melhor forma de proteção para mãe e bebê é a vacinação com a dTpa (tríplice bacteriana acelular), que protege contra difteria, tétano e coqueluche.

Segundo o Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm):

  • Indicação: todas as gestantes, independentemente do histórico vacinal.

  • Período ideal: a partir da 20ª semana de gestação, preferencialmente entre a 27ª e a 36ª semana.

  • Como funciona: a mãe produz anticorpos que são transferidos para o feto, oferecendo imunidade passiva nos primeiros meses de vida.

  • Eficácia: reduz o risco de doença grave e morte no bebê, até que ele receba as doses da vacina Pentavalente (aos 2, 4 e 6 meses).

  • Segurança: vacina inativada, com reações leves e passageiras, como dor no local da aplicação ou febre baixa.

A dTpa é oferecida gratuitamente pelo SUS em unidades de saúde e maternidades. Caso a gestante não seja vacinada durante a gravidez, a dose pode ser aplicada no puerpério para proteger o bebê.

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