Homem preso por espancar namorada com mais de 60 socos vira réu por tentativa de feminicídio

O ex-jogador de basquete Igor Eduardo Pereira Cabral, preso por agredir a namorada com mais de 60 socos dentro de um elevador em um condomínio de Natal, virou réu por tentativa de feminicídio. Ele foi denunciado pelo Ministério Público e a denúncia foi acatada pela Justiça potiguar nesta quinta-feira (7) .

O Tribunal de Justiça informou que o processo está em segredo de justiça e “seguirá o trâmite normal, com a citação do acusado para apresentar defesa e posterior designação da audiência de instrução”.

Igor Pereira Cabral está preso na Cadeia Pública Dinorá Simas, em Ceará-Mirim. Na última sexta (1) ele denunciou que foi agredido na prisão.

Nesta segunda (4), o agressor emitiu uma nota através do advogado de defesa, onde pede perdão e diz que que a atitude foi “influenciada por um contexto de uso de substâncias e instabilidade emocional”.

A mulher espancada com mais de 60 socos pelo namorado no elevador de um condomínio em Natal passou por uma cirurgia para restauração de ossos do rosto na sexta (1º).

O objetivo da cirurgia foi “restaurar a forma e a função do rosto” da vítima, segundo o Hospital Universitário Onofre Lopes (Huol), responsável pela operação. A vítima sofreu múltiplas fraturas no rosto e no maxilar.

O crime aconteceu no dia 26 de julho e foi flagrado por câmeras de segurança. O agressor, o ex-jogador de basquete Igor Eduardo Cabral, foi preso em flagrante, e teve a detenção transformada em prisão preventiva, após passar por audiência de custódia. Segundo a polícia, ele vai responder por tentativa de feminicídio.

‘Ele disse que ia me matar’, relatou vítima

No dia do crime, a vítima relatou aos policiais de plantão que o ex-jogador de basquete disse que iria matá-la. A revelação foi feita em um bilhete, porque ela não conseguia falar.

Ainda no bilhete, a mulher relatou que permaneceu no elevador porque sabia que seria agredida pelo namorado (veja, abaixo, o bilhete).

“Eu sabia que ele ia me bater. Então, não saí do elevador. Ele começou a me bater e disse que ia me matar”, escreveu.