Um projeto urbanístico e ambiental idealizado por Bruno Veras propõe a criação do “Central Parque de João Pessoa”, no entorno da área do Jardim Botânico da Capital, com o objetivo de garantir uso sustentável, fortalecer a preservação ambiental e ampliar as opções de lazer e prática esportiva para a população.
A área em questão corresponde ao Refúgio de Vida Silvestre (RVS) Mata do Buraquinho, instituído pelo Decreto Estadual nº 36.955, de 11 de outubro de 2016. Com cerca de 512 hectares, o espaço é considerado uma das principais reservas ambientais urbanas de João Pessoa. No entanto, segundo o projeto, a grande extensão territorial tem dificultado ações efetivas de manutenção, fiscalização e proteção por parte do poder público.
Atualmente, problemas como desmatamento em pontos isolados, ocupações irregulares, descarte inadequado de resíduos e ausência de cercamento são registrados no entorno da reserva. A situação também expõe animais silvestres a riscos, como atropelamentos e acidentes nas vias próximas.
Como alternativa, a proposta prevê uma parceria entre Município e Estado para implantação de um parque linear no entorno da mata, sem interferência direta na área protegida. A ideia é criar um espaço estruturado com pista contínua de corrida e ciclovia de aproximadamente 10 quilômetros, além de áreas de convivência, pontos de descanso, bebedouros, quiosques padronizados e equipamentos para atividades físicas, como calistenia e academias ao ar livre.
De acordo com o projeto, a iniciativa busca transformar o local em um novo cartão-postal da cidade, ampliando o conceito turístico de João Pessoa, tradicionalmente associado ao litoral, para incluir também atrativos voltados à natureza e ao esporte. A proposta se inspira em modelos internacionais, como o Central Park de Nova York, mas com foco na preservação integral da área verde central.
Outro destaque é a criação da “Corrida do Jardim Botânico”, evento esportivo que marcaria a inauguração do parque e poderia integrar o calendário oficial da cidade. A expectativa é estimular o turismo esportivo e movimentar a economia local, acompanhando o crescimento da prática de corridas de rua no país.
O projeto também prevê incremento na mobilidade urbana, com a ampliação da malha cicloviária em cerca de nove quilômetros, além de ações voltadas à segurança, como patrulhamento da Polícia Militar e da Guarda Civil Metropolitana, inclusive com uso de ciclopatrulhas.
Entre os bairros diretamente beneficiados estão Torre, Cristo, Castelo Branco, Varjão, Água Fria, Bancários, Rangel e Jaguaribe.
Apesar dos benefícios apontados, o projeto reconhece desafios para sua implementação, como a necessidade de desapropriações, intervenções em trechos com pontes e adequações em áreas próximas à rodovia federal BR.
A proposta ainda deverá ser analisada pelos órgãos competentes, mas já se apresenta como uma alternativa para aliar preservação ambiental, planejamento urbano e qualidade de vida na capital paraibana.
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