O plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) se reúne, nesta quarta-feira (25), para votar uma série de ações relacionadas ao pagamento de penduricalhos no serviço público.
A comissão técnica criada para subsidiar o julgamento sobre pagamentos acima do teto constitucional sugeriu o uso das regras do IR (Imposto de Renda) como parâmetro para definir quais verbas podem ser classificadas como indenizatórias.
A medida busca reduzir distorções e impedir que benefícios sejam usados para driblar o teto do funcionalismo. O relatório foi elaborado por um grupo com representantes dos três Poderes.
A discussão ocorre no contexto das decisões liminares dos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes que suspenderam pagamentos irregulares. Pela proposta, a legislação do Imposto de Renda passaria a servir como referência para separar o que é remuneração — sujeita ao teto — do que pode ser considerado indenização legítima.
A avaliação da comissão é que a ausência de critérios claros ao longo dos anos abriu espaço para o uso de verbas indenizatórias como forma de complementar salários acima do limite constitucional.
Dados analisados pelo grupo indicam que os pagamentos acima do teto somam bilhões de reais anualmente, concentrados no topo do funcionalismo.







