O Ministério da Saúde orienta o que fazer em casos de picada de abelha, quais sintomas exigem atenção imediata e como prevenir novos acidentes.
Primeiros socorros após a picada
Segundo o Ministério da Saúde, em acidentes com uma ou poucas abelhas a primeira medida é remover rapidamente o ferrão que fica preso à pele.
O órgão explica que as abelhas operárias deixam parte do aparelho inoculador no local da picada e morrem em seguida, mas esse mecanismo continua injetando veneno por alguns minutos.
Por isso, a orientação é retirar o ferrão assim que possível, com cuidado, evitando apertar ou espremer a região.
O ministério ressalta que, ao contrário das abelhas operárias, as mamangavas não perdem o ferrão e podem picar várias vezes.
Para aliviar dor e inchaço, as recomendações incluem uso de compressas frias sobre a área afetada e, se necessário, analgésicos indicados por profissional de saúde.
Em qualquer situação de mal-estar, dificuldade para respirar, inchaço no rosto ou múltiplas picadas é preciso buscar atendimento imediato ou acionar o SAMU, pelo telefone 192, e o Corpo de Bombeiros, pelo número 193.
Tratamento no hospital e ausência de soro
O Ministério da Saúde informa que não existe, no Brasil, um soro específico contra o veneno de abelhas, embora estudos avaliem sua produção.
Nos casos de picadas massivas, com dezenas ou centenas de ferroadas, médicos podem usar anti-inflamatórios não hormonais, anti-histamínicos e corticosteroides sistêmicos para controlar edemas extensos.
Quando surgem complicações graves, como hemólise, colapso circulatório ou insuficiência respiratória, as equipes precisam estabilizar o paciente o mais rápido possível em ambiente hospitalar.
As reações alérgicas, incluindo quadros de anafilaxia, recebem tratamento conforme a gravidade, seguindo protocolos adotados para reações anafiláticas gerais.
Sintomas: do quadro leve ao risco de morte
Os sintomas da picada de abelha variam de acordo com a quantidade de veneno injetado e com a sensibilidade individual da vítima.
Em situações de poucas picadas, predominam reações tóxicas locais, com dor, inchaço e vermelhidão na região atingida.
Quando há múltiplas ferroadas, podem surgir manifestações sistêmicas, como coceira, rubor e sensação de calor generalizado, além de lesões na pele em forma de pápulas e placas urticariformes.
Nesses casos, também são relatados queda da pressão arterial, aumento dos batimentos cardíacos, dor de cabeça, náuseas, vômitos e cólicas abdominais.
Quadros ainda mais graves podem evoluir com broncoespasmos, choque, insuficiência respiratória aguda, rabdomiólise, que é a lesão muscular intensa, e injúria renal aguda.
Alergia e sinais de alerta
De acordo com o Ministério da Saúde, algumas pessoas desenvolvem manifestações alérgicas após a picada de abelha.
No campo local, o quadro pode se limitar a um edema persistente, que permanece por alguns dias no ponto da ferroada.
Quando a reação é sistêmica, os sintomas vão de urticária generalizada e mal-estar até situações críticas, como edema de glote, broncoespasmos, choque anafilático, queda acentuada da pressão arterial, colapso, perda de consciência e coloração azulada da pele.
Diante de qualquer um desses sinais de gravidade, a recomendação é procurar atendimento de urgência rapidamente.
Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico de acidentes por abelhas se baseia principalmente na história clínica, que inclui o relato da picada e a avaliação dos sintomas apresentados.
Segundo o ministério, não há exames específicos para confirmar o acidente, mas análises de sangue, como hemograma e dosagem de enzimas musculares, e exames de urina ajudam a medir a gravidade e a detectar complicações, como rabdomiólise e hemólise.
Prevenção e como evitar novos acidentes
Para reduzir o risco de acidentes, o Ministério da Saúde recomenda que a remoção de colônias de abelhas seja feita apenas por profissionais treinados e equipados, de preferência à noite ou ao entardecer.
Pessoas sem capacitação não devem se aproximar de colmeias sem o uso de equipamentos de proteção, como macacão, máscara e luvas.
As orientações também incluem evitar caminhar ou correr na rota de voo dos insetos e manter distância de áreas onde haja grande concentração de abelhas.
Barulhos de motores, como os usados em jardinagem, perfumes e desodorantes fortes, suor e roupas escuras, especialmente nas cores preta e azul-marinho, podem desencadear ataques.
Trabalhadores rurais, em especial os que operam tratores e outras máquinas, devem ficar atentos à presença de colmeias e interromper a atividade se perceberem movimentação intensa de abelhas.
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