O setor de habilitação de condutores registou um aumento significativo na procura pela Carteira Nacional de Habilitação (CNH) em janeiro deste ano. Segundo um levantamento realizado pela Rádio Bandeirantes, o número de pedidos cresceu 25% em todo o estado de São Paulo e chegou a 35% na capital, em comparação com o mesmo período do ano passado.
O aumento é atribuído às recentes alterações nas regras para a obtenção do documento, que tornaram o processo mais flexível e menos burocrático.
O que mudou no processo
As novas diretrizes introduziram modificações importantes que facilitam a jornada do candidato:
- Fim da baliza: A manobra de estacionamento deixou de ser obrigatória nas provas práticas.
- Carros automáticos: Agora é permitido realizar o exame prático em veículos com transmissão automática.
- Flexibilidade nas aulas: A obrigatoriedade de realizar todas as aulas teóricas e práticas exclusivamente através de uma autoescola foi revista, permitindo que o candidato tenha mais autonomia.
Além da facilidade nas provas, o custo para tirar a primeira habilitação sofreu uma queda acentuada. Enquanto no ano passado o valor médio girava entre R$ 2.000 e R$ 2.200, atualmente o gasto médio caiu para cerca de R$ 1.000.
Essa redução deve-se ao facto de as taxas serem agora pagas diretamente pelo cidadão, além da descentralização dos serviços que antes eram concentrados unicamente nas autoescolas.
Contraponto das autoescolas
Apesar do entusiasmo dos novos condutores, o setor das autoescolas manifesta preocupação. Representantes da categoria afirmam que o barateamento e a simplificação do processo podem resultar numa formação de condutores menos rigorosa, o que, segundo eles, poderia impactar a qualidade e a segurança no trânsito a longo prazo.
A previsão é que o número de emissões de novas carteiras continue em alta, com uma estimativa de crescimento entre 30% e 50% para os próximos meses.
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