A coqueluche, conhecida como “tosse comprida”, é uma doença respiratória altamente contagiosa causada pela bactéria Bordetella pertussis. Com o aumento de casos no Brasil, cresce a preocupação sobre grupos mais vulneráveis, como gestantes.
Sim, grávidas podem contrair a doença. Embora os sintomas sejam geralmente mais brandos em adultos e adolescentes com imunidade parcial, a infecção durante a gestação apresenta riscos. Além disso, a mãe pode transmitir a bactéria ao recém-nascido, que ainda não pode ser vacinado nos primeiros meses de vida.
Riscos da coqueluche na gestação
Segundo o Ministério da Saúde e o Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS), o maior risco está nos lactentes, especialmente nos menores de seis meses. A doença pode provocar:
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Complicações graves: pneumonia, convulsões, lesão cerebral e, em casos extremos, óbito.
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Transmissão: a mãe infectada é a principal fonte de contágio. Por isso, vacinar a gestante é a estratégia mais eficaz para proteger o bebê.
Sintomas em grávidas
Os sinais da coqueluche na gestante são semelhantes aos de adultos e podem ser leves, dificultando o diagnóstico. A doença evolui em três fases:
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Fase catarral (1 a 2 semanas): sintomas semelhantes a resfriado, como febre baixa, coriza e tosse leve.
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Fase paroxística (2 a 6 semanas): tosse intensa em crises súbitas, muitas vezes seguida de vômitos e exaustão.
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Fase de convalescença: diminuição gradual da tosse.
É fundamental procurar atendimento médico ao notar tosse persistente ou crises intensas. O diagnóstico precoce garante tratamento adequado.
Vacina dTpa: principal proteção
A melhor forma de proteção para mãe e bebê é a vacinação com a dTpa (tríplice bacteriana acelular), que protege contra difteria, tétano e coqueluche.
Segundo o Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm):
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Indicação: todas as gestantes, independentemente do histórico vacinal.
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Período ideal: a partir da 20ª semana de gestação, preferencialmente entre a 27ª e a 36ª semana.
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Como funciona: a mãe produz anticorpos que são transferidos para o feto, oferecendo imunidade passiva nos primeiros meses de vida.
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Eficácia: reduz o risco de doença grave e morte no bebê, até que ele receba as doses da vacina Pentavalente (aos 2, 4 e 6 meses).
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Segurança: vacina inativada, com reações leves e passageiras, como dor no local da aplicação ou febre baixa.
A dTpa é oferecida gratuitamente pelo SUS em unidades de saúde e maternidades. Caso a gestante não seja vacinada durante a gravidez, a dose pode ser aplicada no puerpério para proteger o bebê.
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